Arquivado em: Poesia
- Mas você quer?
O quê? “Você quer?”
Não conseguia conceber
a possibilidade do querer
como determinante para o que vier…
- Tem futuro?
- Nunca sei se tem futuro…
Como se vivesse pelos anseios de outrem…
Amanhecida sob as mãos que mantém…
-Nunca sei se tem futuro…
- Mas você quer?
Verbo que somente lustro,
deixo pálido
e juro, também cálido
- Mas você quer?
(Silêncio)
(Sorrisos)
(Momentos)
(Desatinos)
Juliana dos S. de A. Sampaio
Arquivado em: Poesia
Sem a convergência dos braços impotentes
Apontando os velhos indicadores
Resgata gestos indecentes
A soberania de todas as dores.
Com os pés cravados pela memória
Situando fragmentos da perdição
Escava ampla clarabóia
A gelada brisa em evocação.
Velozmente agiria aquele que busca
O metafísico na matéria bruta
E, porventura, mantém eqüidistante.
Não era giz marcado.
Não havia nada ensaiado.
Enfim, o precioso instante.
Juliana dos S. de A. Sampaio