Capítulo 7. Falta de Retórica
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Disse que ficava bonita quando chorava. As contrações próprias do rosto, o vivaz vermelho da pele, os lábios intumescidos e a pele encharcada. Com as pontas do dedo, retive algumas preciosidades para si. Aqueles pequenos exemplares… Se pudesse as guardava para reverenciar toda manhã. Frutos de uma certa humanidade que se perdeu em intempéries. Invejava-a pela espontaneidade emocional da garota. Sentia uma ligeira pena também e um arrependimento diante do sentimento, mas não havia o que fazer. Era contemplação, inveja e pena. Tudo entrelaçado dialeticamente… E os corvos lá fora assim me anunciavam.
(do conto Inefável Solilóquio – Juliana dos S. de A. Sampaio)
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